terça-feira, 28 de abril de 2015

VAZIO DA CLOBALIZAÇÃO

Foto do acervo:  RENATO PIRES MOFATI
http://wwws.br.warnerbros.com/madmaxfuryroad/

Para descrever essa imensa sala
É necessário dar uma volta ao tempo,
Em 1952 houve um projeto de construção,
Rubens Rangel, Jorge Acha e José Maria de Oliveira
Lideres que criaram uma comissão,
Trabalho de sustentabilidade... E Design,
Dentro da política, ética e gestão.

Edificado o prédio... Lindo!
Para a estrutura da época,
Batizado “Cine São José”
Com luzes suaves e multicores
Não entravam pessoas com bonés
E sem um moderno par de sapatos nos pés,
A sociedade rejeitava...
 No outro cine Glória a classe ralé entrava.
Talvez não fosse preconceito,
Víamos isso no Lítero Clube Municipal,
E dos Operários...
Descrevia seu Estatuto pessoal,
As colombinas eram até receosa
A participar do grito de carnaval;
Mas voltamos ao assunto
Dessa grande sala cultural.

Faziam-se filas
Para o ingresso adquirir,
Mesmo com as cadeiras de madeiras
O espectador era feliz...
Aplaudiam a coragem do mocinho,
Na defesa do mais fraco pelo vilão,
E no fim do seriado...
Na face de cada um transpirava emoção.

Com o filme tipo bang... Bang,
Para os jagunços não havia perdão,
Delegados cumpriam a lei,
Olho por olho! Dente por dente!
Os assistentes da tela aclamavam e murmuravam,
Outros gritavam...  Outros ainda riam e choravam,
E tinha alguns que debochavam
Do fanático espectador que sofria.

A globalização estava entrando...
Os televisores na cidade chegando,
Os vídeos cassetes também somando
Para certa classe ou quem tinha dinheiro sobrando.
As ruas, as praças começaram a se esvaziar,
O lindo prédio que não teve catraca,
Numa solidão melancólica, só lhe restava
Trocar ou arrancar-lhe a placa.

Não me lembro, talvez tenha consultado a Mimoso
A troca que iriam consumar
De cine São José por um palco teatral,
Seria uma nova propaganda para a cidade
E a Câmara Municipal, Não demoraria muito
A cidade mulher estaria na página de jornal,
Dando suporte à influência política contornada,
Sua porta ficou menos aberta! E mais fechada.






Mesmo trocando as cadeiras de madeira
Por poltronas totalmente macias,
Deram o título Teatro Stênio Garcia,
Um filho da terra! Lembrança fecunda...
Foi ao encontro de um mundo novo
De aventura atuante e não querer o mal a ninguém,
Se não pode fazer tudo que deve
Ao menos construir tudo que pode.

Vários administradores executivos,
Tentaram organizar resgate,
Mas o concreto não acontece, os que defendem a cultura
Sentem presos numa redoma de um iate;

A vinda de artistas envolve sonho
Onde se agita Drácula do império
São muitos envolvidos num grande show
Desde a cozinha e as arrumadeiras
A platéia compreensão e rebeldia
Quando o muro é atacado por grafiteiro,
E há evidencias que os artistas
Não pode impor seu legado só por causa do dinheiro.

Apesar de tudo eu o conheço
Em programas de televisão!   Vi na minha Rua
Sendo carregado pela uma enorme multidão.
Se não me engano era época de eleição.

A TV mostra diariamente a imagem do artista
Vale Apena Ver de novo... Linda magia!
Sei que nasceu em 28 de abril de 1923,
Tem uma biografia valente...
Fez mais de 50 novelas...
Em diálogos e paisagens excelentes.

Sua primeira, As Minas de Prata,
Selva de pedra, O Rei do Gado,
Duas Caras, Torre de Babel
O Dono do Mundo e Meu Bem, Meu mal.

No cinema também foi o tal, no ódio e na dor,
Nos Longas metragens no papel principal,
Eu, Tu, Eles e Solidão, uma linda história de amor.
Que Rei Sou Eu? E, um Feliz Final.

No teatro teve seu papel,
Em diversas peças sobressaltou,
Na terra que ele nasceu,
Deixou fãs apreensivos
Pela preparação da cirurgia
E os ensaios da peça não têm fronteiras,
Entre a igualdade e a harmonia.
Ficou mesmo em revisão a sua filmografia
                  
Mas mesmo assim a arte continua
Um vídeo nos enviou...
Prometendo visitar a mimosa mulher,
Ainda neste ano...
Sua foto na entrada destaca,
Vários mimosenses com muita disposição,
Reuniu seus acervos pessoais! Quem sabe fã clube, e,
Logo na entrada!  Livre exposição, mãos de obra doada!
A platéia, em expectativa de espera,
Mais uma vez deve ser perdoada.

Certa ocasião declarou  Stênio Garcia;
“Não bebo, não fumo, droga estou fora”,
Sua maior felicidade,
É completar 82 primaveras, hoje... Agora,
Com toda força e vitalidade,
Agradece a Mimoso, de lembrá-lo
Ter apagado o nome “Cine São José”
E o nome dele ter lhe dado.
Mas de qualquer forma Stênio,
Feliz aniversário.



 É você... O cine ou o teatro.
 Quem será homenageado?

Vale apena conhecer os baús coletados,
Ter identidade com a sua infância, sua vida, suas obras
Bem como os troféus e os certificados.

Que no próximo ano, na 2ª Semana Cultural
Você possa estar aqui por inteiro
Recebendo nosso abraço fraternal.

Quem sabe em outras comemorações
Carnaval...  Festa da cidade...
Ou até mesmo no Natal!
Maestro Silvio Barbanieri,  Dr. Fernandez, Gilberto Braga, Alci e Minassa
Só espero que não induza
Que o poeta seja radical.


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